Lembram daquele "Caderno de Possibilidades" em que a personagem do filme escrevia seus desejos para a vida? ela cozinhava uns pratos sofisticados e chamava o molequinho vizinho porque ela não queria comer e engordar, depois tirava fotos e colava no caderno de possibilidades, porque um dos desejos era ter um restaurante. Eu não lembro o nome do filme, mas no fim ela realizava as possibilidades do Caderno. Então, eu queria ter começado um Caderno assim na minha vida, mas escrevendo coisas que me fazem pensar que não estamos aqui vivendo algo pequeno ...estamos aqui para compartilhar, essa é a nossa verdadeira riqueza.
Buenas...sem querer ser "Patricia Coelha", posso dizer que o caminho traz magia.
Hoje fiquei em casa adiando tudo que fosse ir para a rua ao máximo. Mas ao banco não teve jeito, precisava de um extrato na fonte e lá fui. Já que ía encarar o mundão não deixei barato e fui até a Av. Paulista, respirar aquele ar "Wall Street" e divertir-me observando a espécie humana, no geral e no particular. Bom, paradinha obrigatória por lá é espiar o que acontece no Conjunto Nacional...puxa! a mega Livraria Cultura tem as "culturinhas" por perto e em uma delas uma vitrine estava estupenda, só com livros da Companhia das Letras, ualll!!! não resisti e fui entrando...só eu de cliente na loja, Cd de jazz de primeira, livros maravilhosos: ui que Paraíso! na Culturona tinha ainda uma exposição do Antoine de Saint-Exupéry no saguão do lado de fora, com ambiente alla Pequeno Príncipe delicioso. Descobri alí muitas coisas que não sabia sobre ele, além de me refestelar naquela delicadeza das ilustrações na parede. Saí dali muito bem, já agradecendo pela bravura de sair de casa. Foi aí que eu virei Fada.
Vi um senhor tentando colocar o cartão telefônico no buraquinho...estava impossível, o sujeito estava definitivamente com problema de acertar o alvo. Puxa, ajudar o próximo não faz mal né? o cara era meio roqueiro das antigas, camiseta estilosa, jaqueta de couro e um tanto tanto quanto alcoolizado. Ele queria ligar prá filha...eu conectei os dois...e ele: mas o que vc é? prq vc tá me ajudando? vc é uma fada? aiaiai...puxa, se eu fosse mesmo uma fada, nós todos viveríamos na vibração da generosidade e da prosperidade. Olha, espero que realizar aquele simples desejo (ligar prá filha) tenha feito realmente um bem e depois o acompanhei até a casa dele, ali pertinho. Fomos de braço dado conversando sobre a vida e eu no papel encarnado de Fada Maluquinha.
Mais uma vez experimento que o essencial vem da simplicidade e a verdadeira riqueza é o que é possível de compartilhar (Saint Exupéry by myself). Voltei outra prá casa, maktub!
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