segunda-feira, 18 de maio de 2009

O dia em que fui Fada...

Lembram daquele "Caderno de Possibilidades" em que a personagem do filme escrevia seus desejos para a vida? ela cozinhava uns pratos sofisticados e chamava o molequinho vizinho porque ela não queria comer e engordar, depois tirava fotos e colava no caderno de possibilidades, porque um dos desejos era ter um restaurante. Eu não lembro o nome do filme, mas no fim ela realizava as possibilidades do Caderno. Então, eu queria ter começado um Caderno assim na minha vida, mas escrevendo coisas que me fazem pensar que não estamos aqui vivendo algo pequeno ...estamos aqui para compartilhar, essa é a nossa verdadeira riqueza.
Buenas...sem querer ser "Patricia Coelha", posso dizer que o caminho traz magia.
Hoje fiquei em casa adiando tudo que fosse ir para a rua ao máximo. Mas ao banco não teve jeito, precisava de um extrato na fonte e lá fui. Já que ía encarar o mundão não deixei barato e fui até a Av. Paulista, respirar aquele ar "Wall Street" e divertir-me observando a espécie humana, no geral e no particular. Bom, paradinha obrigatória por lá é espiar o que acontece no Conjunto Nacional...puxa! a mega Livraria Cultura tem as "culturinhas" por perto e em uma delas uma vitrine estava estupenda, só com livros da Companhia das Letras, ualll!!! não resisti e fui entrando...só eu de cliente na loja, Cd de jazz de primeira, livros maravilhosos: ui que Paraíso! na Culturona tinha ainda uma exposição do Antoine de Saint-Exupéry no saguão do lado de fora, com ambiente alla Pequeno Príncipe delicioso. Descobri alí muitas coisas que não sabia sobre ele, além de me refestelar naquela delicadeza das ilustrações na parede. Saí dali muito bem, já agradecendo pela bravura de sair de casa. Foi aí que eu virei Fada.
Vi um senhor tentando colocar o cartão telefônico no buraquinho...estava impossível, o sujeito estava definitivamente com problema de acertar o alvo. Puxa, ajudar o próximo não faz mal né? o cara era meio roqueiro das antigas, camiseta estilosa, jaqueta de couro e um tanto tanto quanto alcoolizado. Ele queria ligar prá filha...eu conectei os dois...e ele: mas o que vc é? prq vc tá me ajudando? vc é uma fada? aiaiai...puxa, se eu fosse mesmo uma fada, nós todos viveríamos na vibração da generosidade e da prosperidade. Olha, espero que realizar aquele simples desejo (ligar prá filha) tenha feito realmente um bem e depois o acompanhei até a casa dele, ali pertinho. Fomos de braço dado conversando sobre a vida e eu no papel encarnado de Fada Maluquinha.
Mais uma vez experimento que o essencial vem da simplicidade e a verdadeira riqueza é o que é possível de compartilhar (Saint Exupéry by myself). Voltei outra prá casa, maktub!

domingo, 17 de maio de 2009

Pé no chão


Pois é...assim como eu acho que o melhor na praia é pisar na areia sem chinelo, eu acho que na vida em muitos momentos o negócio é pisar sentindo o chão, vivendo o que há para viver.

Ontem fui ver o que é essa tal de "Constelação Familiar". Prá mim era algo derivante do psicodrama, com ênfase na história familiar...uiuiui, quem ajoelha, reza e lá fui eu viver o que havia para viver: uma choradeira só. Ainda estou absorvendo o que se passou, mas eu fico espantada como podemos achar que viver é só lidar com as questões básicas da realidade palpável e boas...mais que nada! (que nem aquela célebre música) Larilaaaaraiohhhh, obá!obá!obá!... esquecemos do misterioso e sempre presente: Mundo do Dentro Desconhecido. Oh lugarzinho surpreendente da peste! nos liga a poeira das estrelas e também nos traz a herança filogenética...a experiência humana condensada em cada pessoa...cada um é como uma bolinha de homeopatia, diluídos em nós, gerações e gerações de antepassados e suas histórias. Carammmmba! dessa eu não escapei.

Quem quiser saber mais sobre os fundamentos da Constelação Familiar procurar por "Bert Hellinger", é o cara. No mais vou por meu chinelo e ir prá praia, longe da Sampa city é claro...tô precisando pisar na areia!!!!

Sinceras Saudações,

Patricia

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ainda em terra estrangeira...


Nossa...eu tô ainda meio perdidinha no novo posto da nau enlouquecida: fazer um blog, que idéia!

Eu que há 2 anos mal mandava emeius, agora me meto a escrever por estas bandas. Sei lá, de tanto abrir janela acabei voando. Sinto-me uma retardatária (palavrinha que soa strange), mas ainda assim colocando minha carinha (hummm..cake!) na vitrine. Com paciência budista aprendo a mexer nesse layout e fazer graça visual...no momento conto com minha varinha mágica de palavras...vou pôr uma foto de coruja, prá mim elas são muito especiais, quem sabe me orientam nesse vôo ao desconhecido. Saudações povo da terra de so, so faraway...na verdade isso aqui é um universo linha! Gracias a la vida! e quem quiser que conte outra...

domingo, 3 de maio de 2009

"Eu caio na rede, não tem quem não cai"



Depois de tampo tempo começo um blog. O uso democrático da palavra: basta querer, basta estar aqui....que difícel achar sentido prá tanta coisa! mas assim mesmo tentamos achar a saída construíndo com vários materiais. Acho que eu gosto de palavras. Palavras ao vento, vamos ver se fazem silêncio ou algum barulho de retorno. Abços e sorrisos, que isso sempre humaniza o encontro.